Nos últimos 30 a 40 anos, a posição das mulheres no jornalismo passou por transformações significativas. Ao reflectir sobre essa evolução, é impossível não reconhecer o impacto que isso tem na busca por equidade e representatividade dentro da nossa sociedade. Hoje, como jornalista Luísa Rogério, tem a satisfação de observar que as redacções estão se tornar espaços cada vez mais inclusivos e diversificados.
Nos anos 80, o cenário era bem diferente. As mulheres eram raras nas redacções, sobretudo na imprensa escrita. Era um universo predominantemente masculino, onde poucas tinham a oportunidade de se destacar. No entanto, para a Presidente da Comissão de Carteira e Ética de Angola, ao longo dos anos, assistiu-se a um aumento notável na presença feminina, recflectindo uma mudança que começa logo nas universidades e nos cursos de comunicação, onde a paridade de gênero é hoje quase uma realidade.
“Um exemplo que me enche de orgulho é o do Jornal de Angola, onde a editoria de Sociedade conta com uma maioria esmagadora de mulheres. Esse facto não só ilustra a mudança, mas também sublinha a importância de termos mais mulheres em posições de liderança” diz.
Além disso, vive-se numa era em que a tecnologia avança rapidamente e a inteligência artificial começa a fazer parte do dia a dia. Contudo, Luísa Rogério acredita firmemente que a sensibilidade humana, a capacidade de contextualizar e de emocionar nunca poderá ser substituída por máquinas. Segundo a presidente, O jornalismo é, antes de tudo, uma arte que requer empatia e compreensão, algo que só os seres humanos podem oferecer.
reflexão e o desejo de que os próximos eventos continuem a dar vida e animação a este debate urgente.
