A FORÇA ESPIRITUAL TAMBÉM DESENHA O FUTURO DAS MULHERES AFRICANAS

Por trás dos grandes discursos políticos e dos acordos internacionais, há um clamor que nasce no coração das comunidades. A profetisa Suzete João, líder da Igreja Teosófica Espírita em Angola, partilha a visão de um continente onde as mulheres deixam de ser apenas sobreviventes para se tornarem as verdadeiras arquitetas do destino de África.

Na voz de quem carrega a responsabilidade de guiar espiritualmente uma comunidade, o tom não é de submissão, mas de uma força mansa e inabalável. Para a líder religiosa angolana, este segundo dia de trabalhos não é apenas mais uma data na agenda oficial; é um marco de “grande regozijo”.

Olhando para a mesa onde decisões históricas são tomadas, ela vê o reflexo de uma mudança que começa no topo do Estado, numa iniciativa conjunta do Presidente da República,João Mnauel Gonçalves Lourenço, da Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, da Ministra de Estado e da Ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, mas que tem como destino final a base da pirâmide social.

“O nosso governo decidiu trabalhar a nível do continente africano em prol da inclusão da mulher em todos os espaços, em todos os compartimentos, quer seja na política, nos acordos de paz, na educação ou na sensibilização.”
A transformação da vida real destas mulheres não se faz de forma isolada. O plano continental ganha contornos humanos quando se traduz em empatia prática. Segundo a profetisa, o foco deve estar na educação e na criação de uma rede de apoio onde nenhuma mulher seja deixada para trás.

Na intersecção entre a política de inclusão e a força espiritual, Angola ensaia os seus passos em direção a um futuro mais justo. Um amanhã onde, guiadas por uma fé que resiste, as mulheres finalmente ocupam o lugar que sempre lhes pertenceu: o da liderança e da paz.