Luanda, cidde de encontros, Diálogoe de Espernça
A capital angolana transformou-se, a partir de hoje, no epicentro do debate sobre a igualdade de género, a estabilidade e o progresso socioeconómico em África, com a abertura oficial do II Fórum Internacional da Mulher para a Paz e a Democracia.
O evento, que congrega líderes políticas, activistas, especialistas e representantes de organizações internacionais, destaca a urgência de acelerar as agendas globais e regionais em prol do crescimento visível do continente africano.
Na sessão de abertura, a mensagem de boas-vindas ecoou o espírito de união e o percurso histórico do país acolhedor:
“Luanda acolhe-vos hoje como a cidade dos encontros, do diálogo e da esperança. Uma cidade que conhece o verdadeiro valor da paz porque vivenciou, na pele, o preço da sua ausência. Somos uma nação que fez da reconciliação um compromisso nacional e que hoje se orgulha de abrir as suas portas a mulheres e homens provenientes das mais diversas geografias, unidos por uma convicção comum: a de que a paz deve ser duradoura, a democracia sólida e o desenvolvimento inclusivo.”
Durante os discursos inaugurais, foi fortemente enfatizado que a estabilidade política e económica do continente depende, de forma umbilical, da inclusão plena das mulheres em todas as esferas de decisão.
“Não podemos construir este futuro sem a participação plena e efetiva das mulheres. É com este espírito que reiteramos as boas-vindas ao II Fórum Internacional da Mulher para a Paz e a Democracia, subordinado ao lema: ‘Transformar África: Empoderar as Mulheres para a Paz e o Crescimento Visível no Continente’.”
De acordo com a organização, a escolha do tema central não visa apenas a reflexão teórica, mas sim a ação imediata. O lema funciona como uma convocatória para que os Estados-membros passem das palavras aos atos, honrando os tratados já ratificados.
“Este lema traduz não apenas uma visão de futuro, mas também uma responsabilidade coletiva. Ele convoca-nos a acelerar a concretização de compromissos há muito assumidos nos planos internacional e africano.”
O fórum decorrerá ao longo dos próximos dias, contando com vários painéis de debate que abordarão temas como o empreendedorismo feminino, o acesso à educação, a representatividade política e os mecanismos de prevenção de conflitos liderados por mulheres.
