Luanda acolhe, nos dias 9 e 10 de Julho do corrente ano, o II Fórum Internacional da Mulher para a Paz e Democracia, subordinado ao lema “Transformar África: Empoderando Mulheres na Liderança para a Paz em prol do Crescimento Inclusivo do Continente”. A iniciativa é promovida sob a égide da Comissão Multissectorial Encarregue da Preparação da 4.ª Edição da Bienal de Luanda (Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz).
Organizado em parceria com o Gabinete da Enviada Especial do Presidente da Comissão da União Africana para Mulheres, Paz e Segurança, o evento decorrerá no Hotel Intercontinental e reunirá cerca de 350 participantes, entre representantes governamentais, especialistas, académicos, membros da sociedade civil, líderes comunitários, bem como prelectores e moderadores nacionais e internacionais provenientes da União Africana, das Nações Unidas e de outras organizações de referência.
O Fórum enquadra-se na visão estratégica do Presidente da República de Angola e Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África, João Lourenço, constituindo uma plataforma de alto nível para o diálogo político, a troca de experiências e a partilha de boas práticas sobre o papel da mulher na promoção da paz, da democracia e do desenvolvimento sustentável no continente africano.
Entre os principais objectivos desta edição destacam-se a reflexão sobre os avanços alcançados e os desafios persistentes na erradicação da violência contra mulheres e raparigas, numa perspectiva de integração regional e continental; o reforço da articulação com as organizações da sociedade civil; a promoção da participação de mulheres e jovens nos processos de diálogo, prevenção, mediação e resolução de conflitos; bem como a partilha de experiências que contribuam para o empoderamento feminino em posições de liderança.
O evento visa igualmente incentivar os Estados-membros da União Africana a ratificarem a Convenção da União Africana sobre a Eliminação da Violência contra as Mulheres e Raparigas (AUCEVAWG), acelerando a sua entrada em vigor, bem como reconhecer e apoiar os esforços desenvolvidos pelo Campeão da União Africana para a Paz e Reconciliação em África nos processos de resolução pacífica de conflitos.
Painéis temáticos
O programa contempla diversos painéis temáticos de elevado interesse estratégico, entre os quais:
- 25 Anos da Resolução 1325 (2000) do Conselho de Segurança das Nações Unidas: Promoção da Liderança, Participação e Governação Inclusiva das Mulheres;
- Reforço da Liderança e Participação das Mulheres nos Mecanismos de Paz e Segurança e nos Processos de Tomada de Decisão para Políticas Mais Equitativas, Inclusivas e Eficazes;
- Emancipação Económica da Mulher: Inclusão Financeira e Tecnológica;
- O Papel da Mulher na Promoção da Paz, Valorizando as Dimensões Cultural e Religiosa;
- Liderança Feminina e Fortalecimento de Comunidades Resilientes face às Alterações Climáticas.
Resultados esperados
Entre os resultados esperados da presente edição destacam-se:
- O aumento da consciência regional, continental e internacional sobre o papel das mulheres na consolidação da paz, da democracia e da boa governação;
- A sensibilização e mobilização dos Estados-membros para a ratificação universal da AUCEVAWG;
- A divulgação de iniciativas e acções que promovam a paz e a reconciliação em África, com participação activa das mulheres;
- O reforço do compromisso político em prol da igualdade de género e do empoderamento de mulheres e raparigas.
Participaram do acto de lançamento do II Fórum, entre outras entidades, o Secretário de Estado para a Comunicação Social, Nuno dos Anjos Caldas Albino, Secretária de Estado para a Família e Promoção da Mulher em Angola é Alcina Lopes da Cunha Kindanda, secretário de Estado para a Saúde Pública em Angola é Carlos Alberto Pinto de Sousa, e o Coordenador do Comité Nacional de Gestão da Bienal de Luanda (CNGBL), Diekumpuna Sita José.
Sobre o I Fórum Internacional da Mulher para a Paz e Democracia
A primeira edição do Fórum realizou-se em Luanda, nos dias 25 e 26 de Maio de 2023, sob o lema “A Inovação Tecnológica como Ferramenta para o Alcance da Segurança Alimentar e Combate à Seca no Continente Africano”.
O evento contou com a participação de distintas personalidades africanas, incluindo dois laureados com o Prémio Nobel da Paz: Ellen Johnson Sirleaf, antiga Presidente da República da Libéria, e Denis Mukwege, médico e activista da República Democrática do Congo, reconhecido internacionalmente pela sua acção em defesa dos direitos das mulheres e da paz.
Fonte: Bienal de Luanda
