Luanda

Notas de Boas-vindas

09-10 de Julho

Dra. Liberata Mulamula

ENVIADA ESPECIAL DA UA PARA AS MULHERES, PAZ E SEGURNÇA

Sua Excelência, querida Dra. Maria do Rosário Bragança, Ministra de Estado para a Área Social da República de Angola, uma mulher determinada e imparável.

Tivemos o privilégio de trabalhar em parceria com Angola durante a organização desta conferência. Assumimos total responsabilidade pela organização em território angolano: se algo não correu perfeitamente bem, a culpa é nossa, e não de Sua Excelência.

Permita-nos, mais uma vez, saudar a minha querida irmã, Dra. Ana Paula do Sacramento Neto. Temos uma longa história com Angola e com a minha irmã Ana Paula, que cresceu na Tanzânia. Parabéns! Agora está aqui como Ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher da República de Angola. Os meus parabéns. Permita-me igualmente reconhecer o meu querido irmão e parceiro de luta, Sua Excelência Ministro Téte António, Ministro das Relações Exteriores da República de Angola. Estivemos juntos quando eu ainda era ministra e continuamos a caminhar lado a lado nestes passos.

Permita-me também agradecer à minha querida irmã, Anna Mutavati, Directora Regional da ONU Mulheres para a África Oriental e Austral. Muito obrigada por se juntar a nós na organização deste Fórum Internacional sobre Mulheres, Paz e Democracia.

Como todos podem ver, sinto-me muito honrada por estar de volta. Estamos no mesmo local onde, há dois anos, quase nesta mesma altura, fomos convocados por Sua Excelência, o Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço. Ele reconheceu que não poderia actuar como facilitador do processo de paz na República Democrática do Congo sem as mulheres. Por isso, Sua Excelência reuniu-se connosco aqui. Estou muito satisfeita por ver a presença de altos quadros e oficiais seniores da República de Angola. Muito obrigada por se juntarem a nós.

Quando olho em volta desta sala, não vejo apenas ilustres líderes, decisores políticos e parceiros; vejo as mulheres que estão a moldar o futuro de África. Vejo as mulheres que trabalharam e trabalham neste espaço em busca da paz, da segurança e da democracia no nosso continente. Estou radiante por estar junta de personalidades que têm lutado por estas causas.
Permita-me, do mesmo modo, reconhecer a presença da nossa querida irmã, a Senhora Bineta Diop, Enviada Especial da União Africana para as Mulheres, Paz e Segurança. Quero prestar-lhe esta homenagem. Ocupo este cargo há um ano, mas devo dizer que dependi fortemente da grande fundação deixada pela minha irmã.

Quero também reconhecer a nossa querida irmã que trabalhou de forma árdua, especialmente nesta região. Ela já esteve neste espaço com Cabo Verde e em outras áreas: a ex-Representante Especial do Secretário-Geral da ONU na República Democrática do Congo, a nossa querida irmã Senhora Bintou Keita, que também foi moldada neste processo. Estou igualmente satisfeita e gostaria de reconhecer outra grande mulher moldada neste espaço de paz, justiça e democracia: a ex-ministra da Justiça.

Tal como disse esta manhã, tivemos grandes testemunhos sobre o que as mulheres foram capazes de fazer e alcançar. Ouvimos também a nossa irmã Lídia Arthur Brito, da UNESCO, que trouxe a cultura da paz para este diálogo. A nossa agenda permitir-nos-á dar seguimento a tudo isto após esta sessão de abertura, onde iremos debater profundamente estes temas. Olhando para o 25.º aniversário da Resolução 1325 (adoptada no ano 2000), que reconheceu pela primeira vez o papel crucial das mulheres nos processos de paz, recordamos que ela se baseia em quatro pilares fundamentais:

Participação: O papel crucial das mulheres nos processos de decisão e de paz;

Proteção: A segurança das mulheres e raparigas;
Prevenção: O combate à violência e a prevenção de conflitos;
Resolução e Recuperação: A reconstrução e a criação de uma paz duradoura.
Estamos firmes sobre estes quatro pilares. Com base na nossa experiência, mulheres e homens irão refletir sobre o que já foi alcançado. No entanto, o mais importante é que iremos também refletir sobre a nova convenção da União Africana adopted: a Convenção sobre o Fim da Violência contra Mulheres e Raparigas ao nível do continente africano.

Muito obrigada.